Em Brasília, prefeito de Nova Ubiratã cobra celeridade em processo de implantação da Ferrovia da integração

A conclusão do processo de implantação da Ferrovia da Integração Centro-Oeste (FICO), responsável pela ligação dos municípios de Campinorte (GO) a Água Boa em Mato Grosso, foi pauta de audiência pública, nesta segunda e terça-feira (17,18), na Agência Nacional de Transportes Terrestres, em Brasília.

Ao todo aproximadamente 220 pessoas, entre representantes de classes, produtores rurais e líderes políticos, participaram das discussões sobre o aprimoramento dos estudos sobre a prorrogação do prazo de vigência contratual da concessionária Estrada de Ferro Vitória a Minas Gerais (EFVM), gerenciada pela concessionária Vale.

Em manifestação oral, o prefeito de Nova Ubiratã, Valdenir José dos Santos, que na ocasião estava acompanhado pelo secretário municipal de Obras, Infraestrutura e Transportes, Cosmen Brito de Souza (Baiano), cobrou celeridade no processo que prevê a contrução do trecho de aproximadamente 1.641 quilômetro de extensão. Segundo levantamento da concessionária Vale, as obras devem custar aproximadamente R$ 6,11 bilhões.

“Às vezes o servidor de determinada autarquia federal fica dentro do gabinete e não tem a oportunidade de conhecer o processo na prática e discernir o certo do errado. Hoje quem sustenta esse país é o agronegócio, é o homem do campo (….) nós queremos a ferrovia para ontem e não para daqui quatro ou dez anos como estão propondo. Essa estrada de ferro representa o desenvolvimento da região norte de Mato Grosso e isso aquele servidor de gabinete não sabe”, criticou fazendo clara menção a burocracia imposta pelos órgãos fiscalizadores.

“Como prefeito eu fico indignado com o sistema de distribuição de recursos públicos. Pouca gente sabe, mas grande parte da arrecadação tributária, cerca de 66%, fica em Brasília outros 23% vão para os estados e apenas 12% desse montante é destinado para os municípios. Apesar disso nós prefeitos, juntamente com os empresários e produtores rurais, somos responsáveis em realizar as ações e obras de infraestrutura. Vou citar o exemplo dos assentamentos rurais de Nova Ubiratã. Se fossemos esperar pelo Governo Federal nunca teríamos conseguido o georreferenciamento (….)nós queremos que esses servidores [que detém as tomadas de decisões] saiam dos gabinetes e vão in loco conhecer as necessidades dos municípios, vivenciar as necessidades das pessoas (….) acredito que dessa forma vocês irão agir de forma mais humana” conclui em tom de desabafo.

Também participaram da audiência pública, o presidente do movimento Pró-242, Odir Nicolodi (Caçula) e os vereadores Heder Sais Machado, Elaine Cristina, Adilson Luiz da Silva, Nei da Madeireira, Jaime Hobold Júnior e Claudir Rizzo.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Prefeitura de Nova Ubiratã

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