Prefeitura e sociedade organizada buscam reinserção social de pessoas em situação de rua

Atos libidinosos, coação e até ameaça contra clientes; esses são algumas das situações enfrentadas diariamente por comerciantes da área central de Nova Ubiratã.

As reclamações foram apresentadas, nesta segunda-feira (11), durante uma reunião para debater o acolhimento e a reinserção da população em situação de rua.

Promovido pela Administração Municipal, através das secretarias de Assistência Social, Saúde e Indústria, Comércio, Turismo e Cultura, a reunião contou com a presença de empresários, Polícia Militar, representantes da sociedade civil organizada e líderes religiosos, o encontro debateu quais medidas devem ser adotadas para reduzir os riscos de conflitos.

“A situação chegou num ponto insuportável. Antigamente eles chegavam pedindo, hoje eles coagem clientes, funcionários e até mesmo os comerciantes. Nossa preocupação é que uma hora dessas alguém perda a paciência e o pior venha a acontecer. Sabemos das dificuldades para lidar com a situação e é exatamente por isso que estamos aqui oferecendo ajuda”, alertou a empresária Izabel Carvalho.

Dona de uma panificadora situada nas proximidades da Praça da Fé, ela relata que por diversas vezes precisou pedir ajuda à Polícia Militar.

“É comum eles urinarem em público. Isso gera um certo desconforto e acaba desestimulando os clientes a frequentarem os estabelecimentos comerciais situados no entorno da praça”, complementa.

Segundo o comandante do 1º Pelotão da Polícia Militar, tenente Ítalo Portes, a corporação intensificou o policiamento no perímetro central, porém a ausência de denuncias formais limita a atuação dos militares.

“O simples fato de essas pessoas estarem pedindo dinheiro ou transitando em praça pública não caracteriza crime. Eles têm o direito de ir e vir como qualquer outro cidadão. Agora, esse direito termina quando eles cometem conduta vedada. Nesse caso nossa recomendação é para que a pessoa ofendida acione a Polícia Militar para que as providências cabíveis sejam tomadas”, assinala.

Já a psicóloga Joice Maria Ginato, defendeu que o município continue oferecendo tratamento médico especializado. Isso porque, conforme levantamento realizado pela secretaria de Assistência Social, o alcoolismo e o consumo de drogas ilícitas são fatores que influenciam o aumento do número de moradores de rua.

“A secretaria de Assistência Social, com apoio da secretaria de Saúde, vem desenvolvendo um trabalho contínuo para atender esse público alvo. Nos últimos meses promovemos vários encontros entre pessoas em situação de rua e suas respectivas famílias além de inúmeros internamentos voluntários”, relembra a servidora da secretaria de Assistência Social.

A psicóloga ainda lamentou o fato de nem todas as pessoas se sentem ‘confortáveis’ em ampararem dependentes de álcool e/ou drogas, mesmo sendo familiares próximos.

“A maioria dessas pessoas em situação de rua têm algum familiar em Nova Ubiratã, mas que infelizmente não está disposto, ou não tem condição, de assumir a responsabilidade que acaba sendo transferida para a administração pública”, conclui.

“Estamos diante de um problema de saúde pública. A igreja tem a missão de promover a paz espiritual e nós como servos do senhor jamais podemos virar as costas para um irmão (sic). Quero aqui reafirmar nosso compromisso para trabalharmos em conjunto para a restauração dessas vidas”, enalteceu o pastor da Igreja Presbiteriana Renovada, Eliseu Rodrigues de Almeida.

A reunião também contou com a presença do pastor da Igreja Assembleia de Deus, Paulo Cesar Santos Freitas, da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e assistente Social, Marta Trindade Correa, do secretário municipal de Meio Ambiente, Arnon Soares Vandes e do presidente da Câmara de Vereadores, Adilson Luiz da Silva.

Na próxima semana o grupo volta a se reunir, desta vez para debater a implantação das medidas apresentadas.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Michel Ferreira

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